Case Escola Profissionalizante: Como meus concorrentes crescem e a minha empresa não?

Trago neste artigo uma experiência valiosa diante de um cliente e serve principalmente como um alerta para empresários que perguntam: “Como meus concorrentes crescem e a minha empresa não?”.

Durante visita para diagnosticar uma empresa, fizemos algumas observações. Obviamente guardamos o direito de não entrar em detalhes por uma questão ética, todos entendem, mas aquilo que é interessante compartilhar, principalmente como alerta para empresários, iremos aqui relatar.

A empresa em questão atua na área cursos profissionalizantes e tem uma história de 20 anos.

Com um nome já conhecido em sua região, bom número de alunos, cursos variados e com ideia de expansão (não planejada).

Mas esta empresa está estagnada, completamente parada.

O empresário que entrou em contato conosco, está completamente absorvido pelas rotinas diárias, além de estar envolvido em outras tarefas que tiram seu foco do negócio e além disto não consegue visualizar uma estratégia de crescimento sustentável.

Pensa em abrir uma filial, mas ao mesmo tempo não tem isso planejado, não realizou uma única pesquisa tão pouco pensou em analisar os custos, nada disso.

Também se recente da falta de orientação e apoio na empresa matriz, relatando que já teve outras experiências com consultoria que não deram certo, gerando até mesmo resultados contrários.

Neste item peço atenção: muitos consultores analisam empresas, e propõe mudanças sem levar em conta a cultura da empresa, sem analisar o que implica em custos nessas mudanças, além disso, questões como as que cito logo abaixo são desconsideradas:

  • Realmente é necessário demitir um colaborador? Não posso realocar essa pessoa? Ou quem sabe dar a ela um treinamento?
  • Preciso realmente trocar o software de gestão? Não podemos customizar e pedir ao fornecedor que desenvolva um relatório ou funcionalidade que atenda a necessidade do cliente?
  • Ao invés de criar mil cruzamentos de informações, elevando o custo das operações não é melhor fazer bom uso da contabilidade, que é pra onde convergem todas as informações da empresa?

É interessante pensar nisto antes de propor uma mudança radical para o cliente.

Mas voltando o assunto da nossa visita, em um determinado ponto da conversa este empresário diz que não entende uma questão que lhe tira o sono:

“Fundei minha empresa há 20 anos, na mesma época, surgiram outras duas, uma deixou de ser minha concorrente, pois mudou o foco no mercado, a outra disparou, domina o mercado implantou cursos técnicos, de graduação e pós graduação, não entendo onde errei, o que faltou, pois começamos com a mesma estrutura e praticamente lado a lado.”

A conversa seguiu por duas horas, fizemos várias perguntas, várias constatações, observamos a movimentação dentro da empresa, o atendimento, perfil dos alunos e professores.

Previamente havíamos analisado a empresa na internet e redes sociais, e encontramos um grande vazio.

Bem, a primeira questão é que sempre faltou planejamento, mas principalmente por parte do empresário quando tentou planejar, pois este colocou e confiou tudo a consultores, esquecendo que mesmo precisando de auxílio, quem mais conhece a empresa é ele, quem sabe dos objetivos e metas é ele, não o consultor.

Mas antes de pensar em crescer,  a primeira coisa que faltava era organizar a empresa existente – pois prejuízo não havia, ela estava mal organizada.

Criar uma comunicação interna definida, clara e objetiva, estabelecendo quem faz o que e de que forma. Qual a missão da empresa, qual seu posicionamento.

A equipe de trabalho era muito jovem, faltando assim experiência e profissionalismo, era tudo muito informal, desde o atendimento, até a postura dos “professores”. Não era um ambiente “Google” ou “Facebook”, era uma postura de forma amadora.

Havia algumas falhas cruciais:

  1. Não existe comunicação efetiva com os clientes e público-alvo;
  2. O recurso da internet é mal aproveitado;
  3. A comunicação através de redes sociais, e-mail marketing, não existe.
  4. O público da empresa é jovem, a faixa dos 14 anos até 22 anos representam grande fatia do público da empresa, é um perfil ávido por conexão, por contato, compartilhar o que faz, seus gostos e conhecimentos. Mas a empresa não trabalha este público.

A empresa ainda utiliza faixas penduradas em postes afim de divulgar seus cursos, faixas essas que rasgam, caem na via pública e ainda causam outros transtornos. Ou seja faz uma propaganda para qualquer um que passa na rua e não segmenta o público. E ainda uma impressão de abandono.

identidade visual da empresa também é muito carregada, pesada demais, seja em sites, folders, etc.

A empresa esta queimando etapas, a “casa” não esta organizada, e mesmo assim deseja expandir, com certeza, o empresário terá problemas em dobro.

Realizamos o nosso trabalho: apontamos as soluções necessárias em todas as questões citadas acima, mas o empresário estava muito engessado, talvez amparado em uma zona de conforto, que ele mesmo ainda não percebeu e por não ter prejuízo financeiro crê que pode ir mais longe assim dessa forma.

Resumindo: ele preferiu não mudar, prefere deixar assim……e com esta atitude descobrimos o motivo pelo qual os concorrentes dele crescem e ele não!

Você está próximo da solução que procura!

contato@alexandreferrao.com.br ou consultoralexandreferrao@gmail.com

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